Ser mãe cansa!

Hoje li um texto extraordinário que, de um jeito muito sincero, relatou sobre como é cansativo ser mãe. O tom não era de uma mãe insatisfeita, não era de arrependimento e nem de uma pessoa reclamona. As doces palavras só relataram tudo que uma pessoa comum vive quando faz uma escolha importante na vida.

Vou contar a mesma história de ponto de vista diferente: Você acabou de se formar e decidiu que quer ser o melhor no que faz e vai se dedicar dia e noite para alcançar o sucesso profissional. Você vai trabalhar até mais tarde na empresa, vai propor melhoria no seu setor, vai estudar em casa diversos artigos relacionado ao problema que está vivendo na empresa, vai fazer cursos para melhorar o seu currículo, vai aprender idiomas, planejar sua rotina para não chegar atrasado, fazer alguns programas com os colegas para criar bons relacionamentos, vai abrir mão de outros relacionamentos (pois o tempo é curto de mais) enfim, sua vida gira em função de um único objetivo, secesso profissional! Depois de alguns anos lá está você, bem sucedido, fazendo viagens (talvez curtas, mas bem bacanas), consegue comprar a sua casa e tem um bom carro. Essa pessoa passou por muitos momentos ruins, na verdade os momentos ruins foram a maioria, mas isso é normal, não existe conquistas sem sacrifícios. Noites mal dormidas, dias estressantes, teve que engolir sapos e mais sapos, eventos não muito agradáveis, familiares te julgando, pessoas querendo seu pescoço…acredite, a maternidade exige o mesmo de uma pessoa muito dedicada e esforçada em prol de um objetivo e esse caminho não é um caminho de flores.

Ser mãe ainda é uma escolha, uma escolha muito séria e nós mães escolhemos criar pessoas, aducar seres. Não queremos apenas deixar um mundo melhor, queremos deixar pessoas melhores nesse mundo. 

85% da minha vida me dedico a super valorizar os bons momentos e ser grata pelas grandes e pequenas conquistas, mas se me permitirem utilizar meus 15% do meu lado down aqui, gostaria de relatar a minha dor: as pessoas podem achar que levo a maternidade muito ao vento, que as coisas fluem sem muito esforço, que a maternidade pra mim é mais fácil, não, não é: tem mais de um ano que não durmo mais do que 3 horas sem interrupção, tem mais de um ano que acordo cansada, tem mais de um ano que minhas energias são canalizadas para um único ser e mais de um ano que eu sou meu segundo plano (E tem muito mais), não gosto muito de falar sobre os momentos ruins da maternidade, acho isso muito íntimo e muito chato de ouvir, mas esse texto que li hoje me encorajou a dizer que sou um ser comum que fez uma escolha, está se dedicando ao máximo e passar pelos momentos ruins fazem parte do show. (Acho que na maternidade temos menos controle da situação) Mães que criam filhos para o mundo sabem que são apenas alguns anos, depois eles vão caminhar com as próprias pernas e todo o esforço em dar a melhor educação, o melhor exemplo, o melhor do seu tempo e a melhor energia valerão a pena, pois sem dúvida eles estarão prontos para fazer a melhor escolha! E aí, você vai olhar pra trás e ver que o sofrimento passou, que valeu a pena as noites mal dormidas e nem vai se lembrar de como deu conta de tudo. Todo sacrifícios em benefício de um ser (não digo só de filhos, mas de pais, amigos, avós, até um desconhecido) não é em vão. 

E para finalizar, é preciso valorizar a pessoa que cuida da mãe. Todo meu controle emocional vem de quem cuida de mim e o efeito cascata reflete na harmonia que vivemos dentro de casa. Não é fácil carregar a responsabilidade de sustentar uma família, dar suporte emocional para a mãe, ouvir ela chorar porque o filho está chorando e não poder fazer muita coisa, de chegar cansado e ter que ouvir sobre o mesmo assunto todos os dias (infelizmente a mãe nos primeiros meses vive dentro de uma bolha chamado fralda, mamá e “morrendo de sono”), perder algumas noites, atrasar a alguns compromissos enfim, os cuidadores das mães também passam por anos não muito fáceis. Então vai aqui minha eterna gratidão ao meu parceiro de vida.

Ser mãe cansa, mas toda e qualquer dificuldade é esquecida quando recebemos um simples sorriso ou um toque de carícia. 

Dia das crianças

Primeiro dia das crianças de verdade! Hahaha Não tinha ideia da importância dessa data. É a primeira vez que a Lara se diverte em uma data comemorativa, e eu fiquei morta, com o corpo todo dolorido de tanto ir atrás dela e levá-la onde queria. Foi o máximo, hoje o dia das crianças tem um novo significado. Ela não ganhou brinquedo, nem guloseimas, ganhou muito amor, abraço, brincadeiras e um dia bem agitado! Mesmo chegando mortinha em casa, é um cansaço com boas energias. 

Onde foi isso:

No condomínio onde vamos morar teve esse evento fechado, pude chamar apenas uma pessoa, como a Sophia é a prima mais próxima não tive dúvidas. Elas se divertiram muito….no final as duas mergulharam no sono.rs

Na volta estávamos todos cansados

A Lara mastigou todo o bombom pra mamãe. Hahaha

Lara e Sophia

Exercendo a prática do compartilhamento 🙂

Brinquedo que a Lara mais gosta

Brinquedo que a Sophia mais gosta

Sophia se aproveitando da bondade alheia.

Como foi o dia das crianças de vcs?

Bjs

Quando e como escolher a escolinha.

Ooi mamães, quinta passada foi um dia muito especial aqui em casa, foi o primeiro dia de escolinha da Lara (*.*) Por onde começar a contar? Vamos começar pelos preconceitos.

Sim, eu tinha! Achava um absurdo colocar uma criança que não fala para conviver com tantas outras crianças “perigosas”.rs Pensava assim desde que a Lara nasceu. Se eu precisasse voltar a trabalhar claro que eu colocaria em Berçário, mas com toda a certeza do mundo, sofreria imensamente, como muitas mães sofrem.

Quando?

Tudo começou quando fui passar uma semana no Sítio dos meus avós, e lá tem muitas crianças. A medida que a Lara tinha contato com a galera fui observando a alegria que era pra ela estar junto com outras crianças. Chorava quando era hora de partir. Comecei a reparar nas nossas brincadeiras em casa, por mais que eu tentasse variar e expor ela a atividades diferentes, não tinha outras crianças, era sempre eu falando com ela e o nosso apartamento é muito pequeno. Então decidi que era hora de animar as tardes da Lara 😀

Tomada de decisão

Voltei e já conversei com o meu esposo e ele me apoiou na decisão. Então começou a parte delicada, onde colocar? Eu não sabia nem o que perguntar nas escolinhas além do valor da mensalidade. Visitei uma, duas, cinco, sete berçários e pronto! Decidi por uma, e não fiquei em dúvida. Primeiro vai aí as minhas dicas e depois conto como foi a minha escolha.

Primeiro passo é estar muito segura da decisão e confiar no seu bebê. Assim você consegue passar a segurança necessária para o seu filho.

Segundo passo é estar decidida, pois pitacos alheio virão e normalmente são bem negativas com histórias mirabolantes e trágicas. Seja forte!

Pessoas

As pessoas que estão trabalhando devem ser agradáveis e educadas, elas são os exemplos para as crianças que estão ali. Já as crianças não tem como, algumas vão estar chorando ou pedindo colo.rs Observe como esses momentos são resolvidos pelas tias da sala e se a maioria da galera está tranquila. (não deixe de observar o número de crianças em sala, o ideal é ter 8 crianças por sala para duas cuidadoras no caso do berçário). A alimentação deve ter a orientação de um nutricionista, então pergunte se o cardápio é montado por um profissional.

Espaço

O ambiente físico deve ter cara de escolinha com um quê de aconchego de casa. O ideal é que tudo esteja adaptado, os banheiros com sanitários de criança, local para dar banho seja seguro, organizado, limpo e adaptado também (chuveirinhos e banquinhos para crianças maiores e banheiras amplas para as menores). Não é obrigatório ter berços, tendo colchões no chão já cumpre a função, e eu prefiro os colchões. Obrigatório ter lactário para o preparo dos leites e a esterilização. Cozinhas organizada e limpas.

Brincadeiras

Olhe pelas paredes se tem atividades da garotada grudado, se no berçário tem cartazes com texturas variadas para as crianças, se tem figuras para serem contadas histórias, essas coisas. Observe se os brinquedos estão em bom estado, se as brincadeiras são adequadas para cada idade e repare nas posições das câmeras se a escolinha tiver, o ideal é que as brincadeiras aconteçam onde elas alcançam.

Luz

A Iluminação das salinhas devem ser predominantemente natural, assim as cores serão mais vivas e fiéis, janelas abertas para circulação do ar (essa parte é super importante pois previne contaminação pelo ar). É preciso que a escolinha tenha pátio coberto e descoberto para o banho de sol da criançada.

A conversa

Não se esqueça de conversar com seu filho(a) antes e na hora de deixar na escolinha, parece bobagem, mas não é! Explique que você vai levá-lo, que ele ou ela vai brincar com os coleguinhas e aprender muito e que no final do dia você volta e irão todos juntos para casa, não se esqueça de dizer “eu te amo” e criar uma rotina de separação (aqui em casa é a bença).

O que me conquistou

De todas as escolinhas que visitei aqui em Cuiabá a que me fez decidir teve 3 pontos positivos e 1 negativo. Negativo é que o espaço de pátio é pequeno e não tem árvores. Pontos positivos: Pessoas agradáveis e muito educadas, ótima estrutura física e janelas sempre abertas mesmo com o ar condicionado ligado.

Espero que ajudem as mamães que procuraram por esse assunto.

Bjss

Temperinhos para as comidinhas dos bebês

Oi mães de plantão, vamos falar de temperos? Qual é a idade dos seus bebês? Eu comecei a pesquisar sobre comidinhas quando a Lara tinha 4 meses, como não era muito íntima da cozinha e usava muitos temperos industrializados tive que pesquisar e testar até encontrar sabores que me agradavam. Toda essa descoberta fez eu me interessar pela cozinha e também pelos temperos frescos, como uma coisa leva a outra hoje tenho até uma hortinha em casa.

Tem um vídeo que contei sobre esses temperos que descobri confere aí 🙂

 

Roupas que usei na gestação

Ooi gente, quero compartilhar com vocês as roupas que usei na gravidez da Lara. Tive que comprar roupas sim, não tem como fugir disso, mas sabendo escolher é possível aproveitar todas as peças mesmo depois que o barrigão sumir! Eu esperava a necessidade, para então comprar as roupas e sapatos.

Peço desculpas pelas fotos mal tirada, é que antes essas fotos era só pra mim, não sabia que um dia poderia compartilhar aqui.

A primeira compra foi 3 calças legging pra ficar bem confortável. A camisa e o blusão eu já tinha e usei até o oitavo mês (mês em que a Lara nasceu)

 

As sapatilhas eu já usava bastante, como meu pé não inchou não precisei comprar outras opções. Esses 3 primeiros vestidos eu consegui usar até os 6 meses mais ou menos, depois começou a ficar curto de mais. Quando era possível adaptava com a calça por baixo.rs Todos eles eu já usava antes de engravidar.

IMG_20150517_081857646 IMG_20150619_092345720  

Roupas de ginástica

IMG_20150625_192804010 IMG_20150611_193551541 IMG_20150709_193421906

As blusas pra ficar em casa trabalhando, o ideal é ter aquelas mais compridas que cobrem o bumbum, fica mais confortável na hora de sentar.

IMG_20150612_151646309 IMG_20150703_101227524 IMG_20150610_143839176

Os vestidos para sair, como tem elástico na cintura uso até hoje.

IMG_20150613_220733567 IMG_20150605_240332021

Espero que consigam economizar nas roupas, pois há muito o que comprar para o seu bebezinho.

Beijos mamães!

 

Quarto Montessoriano

Sou o tipo de pessoa que primeiro nega a modinha, depois analiso e logo em seguida abraço a modinha. hahaha No momento o quarto montessoriano é o que tem encantado as mamães e os meus olhos também.

Os quartos são liiindos  e o conceito é incrível pois o objetivo é dar autonomia para que ela consiga pegar e explorar seus brinquedos e livros.

O quarto

Para montar um quarto assim basta imaginar que você é uma criança e precisa fazer tudo sozinho. Tudo deve estar adaptado ao campo de visão da criança. Pra isso substituímos o berço pela cama baixa, para que a criança possa descer e subir sem dificuldades ou perigo. Os brinquedos devem estar organizados em estantes baixas e alguns poucos exposto para que ela explore melhor cada item, fazendo rodízio de tempo em tempo. Para dar mais autonomia devemos ensinar a criança a organizar seus brinquedos, assim ela vai saber onde está cada coisa. Quadros, espelhos, enfeites e fotos devem estar na altura dos olhos da criança, tudo ao alcance

Reflexão

Refletindo sobre a minha realidade. Sei que a Lara só tem um ano, mas é uma luta para ela guardar qualquer coisa aqui em casa, as minhas tentativas são sempre no tom de brincadeira (conta 1 e coloca na caixa, conta 2 e coloca na caixa…) ou na tentativa de ensinar que não pode mexer (Lara, não pode, guarda o DVD de volta na gaveta!). Tem dias que funciona, tem dias que ela só me olha e joga para o lado de fora mesmo. risos

Sobre a cama posso falar da minha experiência, ela dorme em cama baixa desde os 10 meses porque escalou e conseguiu pular o berço com a grade levantada (sim, ela caiu…na poltrona e depois no chão. Sorte não ter se machucado). A autonomia que ela tem quando acorda é fantástico, desde então aprendeu super rápido a subir e descer na sua caminha, no sofá, na mesa…um perigo! hahaha

Agora, esse negócio de deixar quadros e fotos ao alcance da criança ainda não funcionou aqui em casa, acho que mais um ano pode ser que eu consiga deixar qualquer coisa no lugar sem que ela mexa. Na casa nova utilizaremos todos esses métodos sem dúvida.

Uma filosofia educativa

Abordar o método montessoriano aqui foi apenas uma introdução. Esse método vai muito além da mera decoração para o quarto do seu filho, é uma filosofia educativa que reúne teoria, prática e material didático como ferramenta para que a educação se desenvolva com base na evolução da criança. Várias escolas no munto todo utiliza o método, criado por Maria Montessori, desde o berçário até o ensino médio.

Ficou curiosa? Quer aplicar isso em casa? Para as mamães se aprofundarem mais encontrei um site com muita informação legal, só clicar AQUI! Para finalizar inspiração de quartos montessoriano encontrados no Pinterest. Se você ainda não visitou Nosso Pinterest aproveita agora para dar uma passadinha e ver que tem muita inspiração e informação sobre tudo que envolve a maternidade.

a577fc346dd7bf23445ced34ee94f405

d0a52cf41b307a9652c22a934a6c0c5a

83ca30e24e56fc8a6870413bb596ec61

255eeb68acc052e73f23e5358d0e678f

2506cb04b3423f4b5c5d3cc73c959ad2

7031816b881a507203cd2c3144ad0867

a876bbce7acc3780bdb49bf6f8c570a4

b60a8d7f26ede68b05e0bbc8fbdc220c

de64166077ec7d4403e26355669541f9

Beijo Grande as mamães! 😉

Gestação semana 7

7º semana

Antes de mais nada preciso que você saiba que seu bebê já se movimenta bastante, mesmo você não sentindo, e o desenvolvimento dá um salto nessa semana podendo o embrião medir até 13mm, um feijãozinho!

Já é possível ver um buraquinho onde será a boca e vários órgãos vitais estão se desenvolvendo a todo vapor.

A mudança de humor é bem evidente, além dos hormônios, o nervosismo e a ansiedade da mudança pode também afetar o seu sono com pesadelos e até insônia. As atividades físicas pode ajudar a regularizar essa montanha russa de sentimentos.

Mamães, é difícil encontrar um médico que a oriente que é de extrema importância você fazer uma visitinha ao seu dentista e dizer que está grávida. O ideal é fazer os tratamentos antes de engravidar ou entre o 4º e o 6º mês de gestação. Veja a matéria do site da Colgate que encontrei:

A saúde bucal pode afetar a gravidez?
Há cada vez mais evidências sugerindo a existência de uma relação entre as enfermidades gengivais e os nascimentos prematuros, e de bebês que nascem com peso abaixo do normal. As gestantes portadoras de enfermidades gengivais têm maior propensão a dar à luz a bebês prematuros e abaixo do peso normal.

Outros estudos devem ainda ser feitos para que se estabeleça de que maneira as enfermidades gengivais afetam a gestação. Parece que essas doenças aumentam os níveis dos fluidos biológicos que estimulam o trabalho de parto. Os dados também sugerem que quando uma enfermidade gengival piora durante a gravidez, o risco de o bebê nascer prematuro aumenta.

Que posso fazer para garantir uma gravidez saudável?
O melhor conselho que se pode dar a uma mulher que está pensando em engravidar é ir ao dentista e resolver todos os problemas bucais, antes de ficar grávida.

Durante a gestação, seus dentes e gengivas precisam de cuidados especiais. Uma higiene bucal adequada, o uso diário do fio dental, uma alimentação equilibrada e visitas periódicas ao dentista são medidas que ajudam a reduzir os problemas dentários que acompanham a gestação.

Que problemas orais podem ocorrer durante a gravidez?
Os estudos revelam que um grande número de mulheres tem gengivite durante a gravidez, com acúmulo de placa bacteriana que se deposita nos dentes irritando a gengiva.

Mantendo seus dentes sempre limpos, especialmente na região do colo dentário, área em que a gengiva e os dentes se encontram, você pode reduzir significativamente ou até evitar a gengivite durante a gravidez. E além disso, você pode ajudar ainda mais a saúde de seus dentes, substituindo os doces por alimentos integrais tais como queijo, verduras e frutas frescas.

Leia toda a matéria aqui no site deles.

Depoimento de um parto normal!

Vamos iniciar hoje uma série de relatos de mães que encontro pela vida e pela internet. Já li tantas histórias lindas, já chorei inúmeras vezes me colocando na pela daquela mãe e aprendi que cada mãe tem seu tempo, seu limite, que cada bebê também tem seu tempo e suas limitações. Respeitar a decisão de uma mãe é tão importante quanto respeitar a religião de cada ser. Aprendizado que quero levar para a vida toda!

Mandei 5 perguntas para a mamãe descrever seu relato

  1. Maior desafio na gestação;
  2. Como foi seu parto;
  3. Amamentação foi fácil?;
  4. Um momento exaustivo da maternidade;
  5. Um momento gratificante da maternidade (não vale ser o parto).

Então vamos a primeira história da:

Lívia

Bom começando pelo começo, Meu nome é Thaís, tenho 28 anos, estudante de jornalismo e sempre fui uma pessoa que adora ficar sozinha, sempre gostei do sossego de poder ficar sozinha com meus pensamentos e com minhas coisas, então por isso a maternidade era um sonho bem distante, tinha total pavor de engravidar. Tenho um relacionamento que ao todo já são mais de 13 anos juntos e a cobrança das pessoas pelo bebê sempre foi grande mas não me sentia preparada e nem com vontade. Com o passar do tempo comecei a olhar para crianças de uma forma diferente e a pensar em como seria se eu tivesse uma, decidi então que queria um filho mas só depois dos 30 anos, mas ainda tinha 26. Quando já estava com 27 anos foi como num estalar de dedos, uma certa noite chorei muito, queria ser mãe, queria muito, já queria até ter um filho, já queria que ele tivesse nascido e  que estivesse em meus braços, foi um sentimento novo, estranho e de certa forma perturbador porque eu fiquei literalmente desesperada para ser mãe, sentia que faltava isso para ser plenamente feliz, não sei mas acredito que Deus tenha me tocado em meu sonho e dito vai lá, a hora é agora!
Decidimos então parar com o remédio e papum, era a hora mesmo, menos de 20 dias depois eu estava gravida, mas só descobri depois de 2 meses.
Minha menstruação desceu e eu chorei, fui consolada pelo meu marido que me disse que nosso filho viria na hora certa, mal sabíamos que ele (ela no caso) já estava la, forte, com o coração como se fosse um cavalinho apostando corrida. =)
No dia dos pais do ano passado fui na missa de manhã e fiquei pensando, vai que meu marido já é pai e a gente não sabe, vou fazer o teste de farmácia amanhã cedinho, mas esqueci então acabei fazendo na terça.
Tudo o que eu mais queria era ser mãe, tudo o que ele mais queria era ser pai, tudo o que mais queríamos era ver esse sonho se realizando mas na hora que vi dois tracinhos na tirinha e eles não apagavam enquanto eu escovava os dentes sem tirar os olhos dele meu coração deve ter parado por uns 10 segundos, estava la, resultado positivo. Eu havia imaginado varias surpresinhas para contar para o Diego quando isso acontecesse e a unica coisa que consegui fazer foi sair do banheiro chorando com o exame na mão e dizer, se isso aqui tiver certo mesmo eu to gravida.
No mesmo dia fui fazer o exame de sangue, muito nervosa, afinal minha vida estava prestes a mudar completamente e tudo colaborou para que eu ficasse mais nervosa ainda, deu problema na liberação do laudo e o resultado só sairia no outro dia, quase não dormi, no outro dia fui la buscar o exame, lembro que no laudo estava assim, resultado negativo se for abaixo de 30UI, o meu deu mais de 16 mil, GRAVIDISSIMA!!!
Escrevi no espelho do quarto parabéns papai para quando o Diego chegasse, muito choro de alegria, uma felicidade tomou conta da gente mas não tínhamos noção do tanto de coisas maravilhosas ainda iriam acontecer. Das alegrias cada vez que ela mexia na barriga, cada ultrassom que o médico mostrava ela em 3d e ficávamos loucos, minha barriga ia crescendo na mesma proporção que meu amor pela minha filha ia aumentando. Lembro certinho da primeira vez que eu senti ela mexendo, estava sozinha no serviço comendo uma maçã, na hora fiquei muito emocionada, ela ali mexendo como quem diz, mamãe você nunca mais estará sozinha.
Mas falando do outro lado, tive medo sim, muito, não estava em um momento financeiro tão bom, no meio do meu curso na faculdade, estagiando na minha área mas sabendo que não existe licença maternidade para estagiaria, medo de ter que parar a faculdade, medo da zika, medo dela nascer com alguma imperfeição, medo de não dar conta, medo de não ser pra ela a mãe que eu sempre quis ter, medo de acontecer alguma coisa e eu precisar cria-la sozinha, medo de não conseguir ter o parto normal, então não tinha como não pensar no futuro e ficar com medo.
Minha gravidez toda foi muito tranquila, trabalhei bastante, tanto no estagio quanto fazendo doces pra festa que é um segundo trabalho, andei muito, empolgada correndo atrás das coisas do quarto e das coisas dela.
Como ja queria o parto normal por questões obvias né? fui em busca de uma médica que respeitasse e apoiasse minha decisão e encontrei a incrível Dra. Alessandra, desde a primeira consulta me senti segura e sabia que ela era a médica certa. Tudo muito tranquilo, crescimento do bebê, pressão, evolução da gravidez até que esbarrei em um problema, meu peso, eu ganhei ao todo 9,5 kg na gestação mas engravidei já acima do peso e a médica pegou muito no meu pé e esse sem duvida foi o fator que mais me incomodou na gestação, não consegui curtir pra valer porque a todo momento tinha medo de engordar, não por ficar gorda mas pela diabetes gestacional que me apavorava essa possibilidade. Posso dizer que meu maior desafio na gestação foi esse, poder desencanar dessa preocupação.
Meu parto foi MARAVILHOSOO, doído, sofrido mas maravilhoso, e a satisfação de ter conseguido ter minha filha de forma natural foi essencial para que tivesse nascido ali outra mulher, me sinto muito mais forte e capaz de enfrentar qualquer coisa. Entrei em trabalho de parto no dia que completava 37 semanas, desde 35 semanas eu ja andava com medo pois tinha certeza absoluta que nasceria antes do tempo, quando me perguntavam pra quando era o bebê eu sempre dizia, acho que nasce em março (a data prevista era pra abril), e assim foi, ela nasceu dia 17 de março, em um lindo e emocionante parto humanizado, ao som de “fico assim sem você” da Adriana Calcanhoto, depois de mais de 18 horas de trabalho de parto, sendo dessas 18, 12 horas com dores, não me arrependo em momento algum, ela saiu e veio direto para os meus braços, quentinha, quietinha, olhando pra mim e para o pai dela, nasceu rosinha e com a boca vermelha, com o cordão umbilical bem curtinho, saiu cuspida, mal coroou e já saiu inteira rs, 44 cm e 2.740 kg do mais puro amor da minha vida. Foi muito melhor do que eu havia planejado e passaria por isso de novo com certeza. (já imagino minha pequena junto comigo no próximo parto participando de tudo =D)
A amamentação não foi fácil e ainda não é, eu não tinha nada de bico no seio, ela até mamou um pouquinho quando nasceu mas pedi auxilio para a enfermeira do hospital, tentamos de todo jeito até que ela me trouxe um bico de silicone que deu super certo, minha filha mamou os dois peitos seguidos, mas a enfermeira pediu que eu usasse por 2 dias só pra não acostumar. Quando fomos pra casa minha filha não conseguia mamar, chorava, ficava nervosa e eu pra não ver ela com fome colocava o bico de silicone, e aconteceu o que a enfermeira falou, ela acostumou, depois só mamava com ele, tava de certa forma tudo certo, não tinha machucado meu seio, e ela se alimentava super bem, a pediatra me disse pra ficar tranquila que uma hora ela pegaria direto no peito, pois é, ela pegou, com quase 3 meses começou a pegar, e agora esta acontecendo o que era pra ter acontecido no começo, o seio machucado, dói e as vezes eu não aguento e coloco o bico de silicone por causa da dor, a frustração é grande, mas a paciência também é, amo dar mama pra ela, amo ela olhando nos meus olhos e sorrindo com meu peito dentro da boca, então desistir jamais.
Ah um momento exaustivo na maternidade com certeza são as noites mal dormidas, foi e ainda é difícil, no começo ela acordava muito mais, mas ainda hoje acorda pra mamar, tenho a impressão que se eu dormisse o dia todo ainda não ia conseguir ficar descansada rs, mas faz parte e apesar de ser cansativo é gratificante e tudo vale muito a pena.
Essa quinta pergunta é a mais difícil (já que não vale o parto rs). Tudo é muito gratificante, o que a Lívia trouxe pra minha vida eu não consigo achar palavras pra descrever. Ela trouxe luz, trouxe esperança, trouxe amor, Deus me deu uma filha perfeita, super saudável. Quando olho pra ela tenho ainda mais certeza do quanto Deus me ama e me da a chance todos os dias de ser uma pessoa melhor.
Enfim, se eu pudesse dar um conselho para as pessoas seria, tenham um filho, é maravilhoso, transformador, a chance de criar, educar e formar um ser humano de bem é desafiador mas é muito mais gratificante do que podemos imaginar.
Obrigada pela chance de poder falar um pouquinho (quer dizer, muito né, rs) sobre a minha experiência.
Beijos.
Por Thaís Fávaro

Gestação semana 6

6º semana

Como você está se sentindo? O amor cresce mais do que o desespero e as dúvidas das mudanças? A ficha caiu? Chorou ao ouvir o batimento do coraçãozinho do seu bebê na ultrassonografia? Como explicar tudo isso as pessoas ao seu redor? Eu preferi guardar só para mim. Compartilhava apenas as minhas lágrimas de felicidade e realização com o meu amigo e parceiro, eu não precisava dizer nada e ele entendia tudo.

Nada de muito novo nessa semana, com o tubo neural fechado o cérebro começa a tomar forma, os intestinos, rins e fígado estão se formando e o seu bebê tem o tamanho de um grão de arroz, entre 2 e 4 mm. O coração já bate em um ritmo de 150 batimentos por minuto e é possível distinguir onde está os olhos, nariz, orelha e os botões por onde sairão os braços e pernas.

O sono pode já não ser o mesmo, já que a bexiga trabalha numa frequência maior e os seios sensíveis podem estar atrapalhando sua posição de dormir. Caso você já tenha ganhado peso, não se preocupe, é comum. Agora, se você perdeu peso por conta dos enjoos e azias, fique alerta ok? Suas reservas para suprir a necessidade do seu bebê não dura muito. Procure um nutricionista para adequar equilibrar sua alimentação.

Até a próxima semana 🙂

Galinha Pintadinha e ciência.

Hoje fiquei pensando se estava fazendo bem a Lara deixando ela assistir a Galinha pintadinha. Sempre fui contra a criança assistir por que eles ficam paralisados e super concentrados assistindo aquilo. Sempre dizia que não era coisa de Deus não. Hahaha

Aí entra em ação o senhor Google e preciso compartilhar esse conhecimento.

A Galinha Pintadinha: os segredos por trás do fenômeno

Por Leandro Teles

Lápis e caneta na mão e vamos à receita da A Galinha Pintadinha. Ingredientes: uma galinha azul, pintadinha é claro; algumas cantigas de roda, universalmente conhecidas; alguns desenhos coloridos.  Misture tudo, coloque no youtube e nas prateleiras. Pronto!! É só esperar e colher os frutos dos 300 milhões de acessos, milhares de CD´s e DVD´s vendidos, casas de show lotadas, etc…

Parece bem simples, mas não é possível que seja só isso… Quem já viu o encontro entre essa mídia infantil e seu público alvo (crianças de 0 a 5 anos) deve ser ficado com a pulga atrás da orelha. Os pequeninos ficam fascinados, paralisados, mudam o comportamento e parecem estar hipnotizados. A música, os traços, as cores, não tem nada de realmente diferente e novo nisso. Qual serão então os ingredientes secretos dessa receita?

Segundo o neurologista Leandro Teles: “O verdadeiro pulo do gato, ou da galinha, é ter sido feita sob medida para o cérebro infantil. Cumpre perfeitamente duas missões: Primeira: chamar atenção da criança, tarefa essa não muito difícil, convenhamos. Segunda: sustentar essa atenção, por minutos e até horas, isso sim não é para qualquer um”.

Convidamos o especialista para comentar alguns aspectos sobre a percepção infantil e os detalhes técnicos dessa produção de grande sucesso:

Dividiremos a análise na parte visual e parte sonora.

PARTE VISUAL

Criança pequenas são ávidas por estímulos visuais, adoram objetos coloridos e movimentos. Gostam do simples, traços diretos e grosseiros. As cores vivas devem apresentar contraste, cada objeto tem uma cor completamente diferente e destoa do resto, nada precisa combinar, precisa saltar aos olhos.  Os personagens são apresentados no centro da mídia, movimentam-se em bloco, são pouco articulados, de expressão estática, isso evita que a complexidade tire o foco da criança.

Ainda sobre os personagens, esses não são desenhados ao acaso. Independente se são ET´s, dinossauros, humanos ou animais, eles geralmente têm a cabeça desproporcionalmente grande em relação ao corpo, assim como olhos desproporcionalmente grandes em relação a cabeça. Outra boa sacada da percepção infantil. As crianças se afeiçoam precoce e intensamente a face, tendo os olhos como primeiro ponto de reconhecimento do outro. Os bebês mamam em posição apropriada para fitar os olhos da mãe, comportamento ausente em outros mamíferos. Os produtores abusam de faces e olhos, colocando rosto com expressões “humanas” em animais e mesmo em coisas inanimadas, como o Sol (quem não se lembra do solzinho dos Teletubbies com cara de bebê), a Lua, estrelas, coração, etc… “Existe uma região cerebral especializada apenas em percepção e reconhecimento de faces”, explica o neurologista.

Alguns padrões visuais regulares e ritmados surgem eventualmente, como traços radiais partindo do centro, arco-íris com oscilação, círculos concêntricos, etc…, mais uma jogada para garantir o canal de atenção sustentada.

PARTE SONORA

A sonorização dos vídeos também é peculiar e nada aleatória. Apresentam-se canções de melodia forte, marcante, simples e principalmente repetitiva. A harmonia cíclica funciona como um pêndulo de hipnose. É muito facilmente aprendida e gruda no cérebro de crianças e mesmo de adultos. O timbre vocal é específico de canções infantis.

JUNÇÃO ENTRE IMAGEM E SOM

aqui talvez o grande trunfo da produção. A canção e a animação são expostas sincronicamente. A animação pulsa conforme a música, os personagens oscilam no tempo da melodia. Para complementar tem até uma bolinha que pula ritmada sobre a letra da música, dando ainda mais balanço e integrando definitivamente som e vídeo. “Isso gera entradas paralelas e complementares tanto em regiões cerebrais auditivas, mais laterais, como em regiões visuais, posteriores, exigindo um engajamento cerebral para unificá-los”, atenta o especialista.

Como podemos ver, existem mais ingredientes secretos do que nossa superficial avaliação poderia imaginar, e deve haver muito mais. Mas para encerrar, será que a exposição intensa à Galinha Pintadinha pode fazer mal a nossas crianças?

“Realmente não vejo problema nenhum com esse tipo de exposição, acho até um estímulo interessante e uma oportunidade para integração social, atividade física e musicalização precoce” conclui o neurologista, mas resalta: “o problema nasce com uso inadequado, excessivo e sem integração com os pais, familiares ou outras crianças, entrando na rotina em detrimento de outras atividades mais apropriadas”.

Conclusão da mãe

Nada de GP sem interação com outras pessoas ou crianças ok? Procure brincadeiras fora da telinha e variar bastante as atividades do seu bebê. Livros, quadros para desenhar, mostrar diferentes texturas que temos na cozinha, brincar de contar e aprender os nomes das cores, enfim, muitas opções, mas se precisar dos desenhos vamos variar as fontes né? Hoje descobri um desenho com todas essas características citado acima chamado “Os Pequerruchos”, coloquei para a Lara assistir e deu certo, ela adorou e ficou uns bons minutos dançando e batendo palmas.

Beijos!