Lembranças de uma gravidez

Essa semana estou bem sensível e chorona. Toda vez que bate uma leve deprê, por conta dos hormônios dessa época do mês, começo a lembrar de vários momentos do passado que foram marcantes pra mim. Um momento que lembrei e deixou meu coração bem quentinho foi os dias que antecederam o nascimento da Lara. Estava com 35 semanas de gestação, o André estava viajando a trabalho e eu estava sozinha em casa. Gosto dessa sensação, não me importava estar sozinha, eu lia, assistia filmes, planejava a vida, cuidava do cabelo, enfim, arrumava muitas coisas para fazer.

Aquela semana o quadril já estava dando sinais de preparação para o parto, com dores e pontadinhas leves na coluna, tudo dentro do normal. A Lara se mexia bastante e eu conversava muito com ela, lia historinhas e não conseguia parar de passar a mão na barriga.

Eu só não sabia que essa calmaria seria tão importante pra mim momentos antes do parto. Imaginei como seria o comportamento da minha menina, como seria o meu comportamento. “Ela vai ser agitada, então vou ter que ficar os dias e as noites acordada”, “e se eu não tiver leite? Pelo menos já comprei a mamadeira”, “Se ela tiver cólica vou ficar bem quentinha pra ela”, “vou chorar a noite inteira com ela…”, “será que ela vai olhar pra mim quando estiver mamando?”, “se meu bico rachar?…..vou olhar no google” e assim as horas passavam voando.

Hoje eu reli, cada letrinha que eu havia escrito naquela semana e foi liiindo! Tinha minhas dúvidas, meus medos e tudo que eu achava que poderia fazer ou não com uma RN. Mamãe, se você está passando por isso, escreva tudo, você vai rir e se emocionar ao reler meses ou anos depois.

Beijos 🙂

Diabete Gestacional

Na minha gestação um exame mal feito me diagnosticou com diabete gestacional. Num primeiro momento a sensação é horrível, pensar que será preciso tirar da sua dieta praticamente tudo que você come de mais gostoso na vida é assustador, mas a determinação vem logo em seguida, afinal é para o bem do bebê.

No dia seguinte consegui um encaixe para consultar uma nutricionista e comecei a dieta. A nossa alimentação é tão carregada em carboidratos e açucares que só de cortar por uma semana eu já estava perdendo peso. Mudei radicalmente os alimentos que entravam em casa e passei a ficar mais tempo na cozinha me adaptando a nova fase. Resultado foi: intestino funcionando como um reloginho e perda de peso, o que não era bom numa gestação, então passei a tomar complementos para continuar engordando. Em menos de 3 semanas o segundo exame saiu e constou que eu não tinha absolutamente nada, talvez eu tenha exagerado no doce na semana do exame, mesmo assim a dieta seguia conforme a tabela da nutri. Nos finais de semana abria uma exceção. rs

Um relato: A vontade de comer doce aumentou em 200%, comecei comprar doces para diabéticos e a pesquisar como fazer doces e pasmem, descobri até como fazer leite condensado. rs

Então vamos entender melhor sobre o assunto?

O que é a diabete gestacional?

A diabete gestacional é um problema que surge durante a gravidez. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue. É uma condição que quase sempre se normaliza sozinha depois que o bebê nasce — ao contrário de outros tipos de diabete, que duram a vida inteira.

A diabete aparece quando o corpo não consegue fabricar a insulina — um hormônio produzido pelo pâncreas — em quantidade suficiente. A insulina controla a quantidade de açúcar disponível no sangue, para ser usado como fonte de energia, e permite que o excesso de açúcar seja armazenado.

Seu corpo precisa produzir insulina extra para atender às necessidades do bebê — principalmente da metade da gravidez em diante. Se seu corpo não conseguir fazer isso, você pode ficar com diabete gestacional. Seu nível de açúcar no sangue também pode subir devido às mudanças hormonais da gravidez, que interferem na ação da insulina.

Nas primeiras consultas do pré-natal, você será submetida a um exame de sangue, e nele será feita a medição da glicemia de jejum. Se o médico considerar o resultado alterado, pode pedir um novo exame, o teste de tolerância à glicose — em que você tem de tomar um líquido doce e uma hora depois colher sangue para dosar a glicemia. No caso de o primeiro resultado ser normal, mas o obstetra considerar que seu risco de ter diabete gestacional é mais elevado, ele pode pedir um novo exame de glicemia de jejum na segunda metade da gravidez.

Como a diabete afeta a gravidez?

O lado positivo do tratamento da diabete é que você tem como influenciá-lo para o bem. Com orientação médica, você conseguirá controlar a diabete durante toda a gestação.
O principal problema do excesso de açúcar no sangue é que ele atravessa a placenta e chega ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça demais. Um bebê muito grande pode dificultar o parto, e aumenta a probabilidade de você precisar de uma cesariana. O bebê também fica mais propenso a ter icterícia e hipoglicemia após o parto, e a apresentar problemas respiratórios. O volume de líquido amniótico também pode aumentar demais.

Há pesquisadores que acreditam que bebês grandes demais têm maior probabilidade de sofrer de obesidade mais tarde. Quando adultos, também têm mais propensão à própria diabete.
Quando a mulher já era diabética antes da gravidez, há um risco maior de o bebê apresentar problemas de saúde — especialmente se a diabete pré-gestacional não estava sendo controlada. Pode acontecer de a mulher só descobrir que é diabética nos exames do pré-natal. Esse é um dos motivos para a recomendação de as mulheres se submeterem a novo exame de glicemia de jejum cerca de um mês e meio depois do parto.

Quem corre mais risco de ter diabete gestacional?

Mulheres que já tiveram diabete gestacional antes, ou que já tiveram bebês considerados grandes, correm um risco maior de ter diabete gestacional. Também elevam o risco:

  • Obesidade (IMC acima de 30)
  • A idade: a tendência para a diabete aumenta naturalmente com a idade; quanto mais nova a mulher, menor a chance de ter diabete gestacional
  • A existência de um parente de primeiro grau diabético, dependente de insulina

Como vou saber se tenho diabete gestacional?

Você dificilmente saberá, a não ser que o problema seja detectado pelos exames do pré-natal. Por isso os exames são tão vitais. Algumas mulheres sentem sede anormal ou cansaço extremo, sintomas clássicos da diabete.

Como se trata a diabete gestacional?

Seu obstetra ou um endocrinologista vão orientá-la sobre como controlar a taxa de açúcar no sangue, reduzindo o consumo de alimentos doces e bebidas com cafeína. Você receberá conselhos sobre como se alimentar — o melhor é fazer refeições pequenas e frequentes, em vez de comer muito de uma vez só.

Para algumas mulheres, se a diabete gestacional for considerada grave e não responder apenas ao controle pela alimentação e pelas atividades físicas, os médicos podem prescrever injeções de insulina. Você poderá aplicar a injeção sozinha — a agulha é bem pequena. De qualquer maneira, precisando ou não de insulina, você terá um acompanhamento mais frequente da gestação, com a realização de mais ultra-sons para verificar o crescimento do bebê e o volume de líquido amniótico.

Ouvi dizer que fazer exercícios é bom para a diabete gestacional. É verdade?

Sim. É importante fazer atividade física, e seu médico deve conversar com você sobre como incluir exercícios no seu dia-a-dia. Consulte nosso guia de atividade física na gravidez para obter idéias de exercícios que a agradem. As pesquisas mostram que a atividade física ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue sob controle, e há também indicações concretas de que a prática regular de exercício antes da gravidez ajuda a prevenir a diabete gestacional.

Vou continuar tendo diabete depois que o bebê nascer?

Você deve ser submetida a um novo exame de glicemia de jejum (ou teste de tolerância à glicose, dependendo do caso) a partir de um mês e meio após o parto, e é muito provável que sua taxa de açúcar no sangue tenha voltado ao normal. Apesar disso, mulheres que tiveram diabete gestacional são mais propensas a ter diabete mais tarde, por isso o exame de glicemia de jejum deverá fazer parte da sua rotina anual de exames. Mulheres que já eram obesas antes da gravidez têm mais risco de continuar diabéticas depois do parto.

E quem já era diabética antes de engravidar?

A gravidez terá que ser acompanhada de perto no caso de diabete preexistente. Se os níveis glicêmicos estiverem controlados, porém, diminuem as chances de haver problemas com o bebê.

 

Matéria do Site Baby Center

 

Exercícios na Gravidez

Se você ainda não está grávida, comece já. Fazer exercícios ajuda a controlar os hormônios e os resultados que isso te traz será sua melhor amiga durante e pós gestação.

Eu como a maioria das mães comecei a me cuidar depois de descobrir que estava grávida, mas eu tinha dois pontos ao meu favor. Trabalhava em obra andando o dia todo e moro no último pavimento de um predinho de 3 andares sem elevadores.

Meu primeiro médico me orientou assim: “Se você não fazia exercício nenhum, não faça nada até completar 3 meses de gestação” Claro que isso é um cuidado que o médico tem com a gente, afinal nosso corpo está passando por uma transformação intensa, sobrecarregar nesse momento não é uma boa ideia. Hoje eu acho que seria bom ter feito pelo menos uma caminhada leve nesses primeiros meses, talvez me sentiria melhor na fase de enjoos.

Passado o primeiro trimestre me permiti gastar um pouco mais de grana para fazer Pilates. Sempre quis fazer, mas achava caro de mais.

Gente….(pausa)….foi muuuito bom!!! A melhor das escolhas. Primeiro: pq vc é acompanhada quase que exclusivamente por uma fisioterapeuta, ou seja, a chance de vc fazer cag*** é quase zero. Segundo: não é alongamento NÃO, os mais experientes tem exercícios pesadíssimos. Tenho a sensação de que as fisioterapeutas que trabalham com pilates tem uma super imaginação, elas usam cada pedacinho dos aparelhos inventando movimentos (claro que não são invenções né, mas é o que parece). Terceiro: Muuuita fofoca e muuita conversa de mulher. hahaha

Meus exercícios eram voltados para gestantes, então, não entrava nenhum tipo de exercício abdominal, apenas todo o resto. rs O mais importante dos exercícios foi o fortalecimento da Musculatura do Assoalho Pelvico, conhecido tbm como MPA. Não imaginava o tamanho da importância que é a musculatura dessa região para a mulhers. Ela é a “cama elástica” que sustenta nossos ovários, bexiga e útero. Entre os benefícios que o exercício me trouxe foi a melhora da incontinência urinária, eu não conseguia segurar o xixi por muito tempo, sempre saía correndo ou ia ao banheiro mesmo sem muita vontade (vai saber quando eu encontraria outro banheiro pelo caminho né?)

Tenho certeza que o fortalecimento do MPA também ajudou no nascimento da Lara. A bolsa estourou antes da hora, mas o corpo e a Lara estavam prontos para o momento. Contrações, dilatação e um parto rápido. Recuperação pós parto muito rápido e 12 horas depois da Lara nascer eu já estava subindo as escadas para chegar em casa. Depois disso não me deixaram fazer nada, mesmo não sentindo dor nenhuma é importante respeitar o corpo, que tanto trabalhou nos últimos 8 meses, e deixar ele descansar.

Então é isso. Preparar o corpo faz toda a diferença, e carregar isso para a vida toda faz um bem danado, só precisa de muita disciplina!!!

Tchau! 🙂

Fonte Imagem: Pinterest