Dia das crianças

Primeiro dia das crianças de verdade! Hahaha Não tinha ideia da importância dessa data. É a primeira vez que a Lara se diverte em uma data comemorativa, e eu fiquei morta, com o corpo todo dolorido de tanto ir atrás dela e levá-la onde queria. Foi o máximo, hoje o dia das crianças tem um novo significado. Ela não ganhou brinquedo, nem guloseimas, ganhou muito amor, abraço, brincadeiras e um dia bem agitado! Mesmo chegando mortinha em casa, é um cansaço com boas energias. 

Onde foi isso:

No condomínio onde vamos morar teve esse evento fechado, pude chamar apenas uma pessoa, como a Sophia é a prima mais próxima não tive dúvidas. Elas se divertiram muito….no final as duas mergulharam no sono.rs

Na volta estávamos todos cansados

A Lara mastigou todo o bombom pra mamãe. Hahaha

Lara e Sophia

Exercendo a prática do compartilhamento 🙂

Brinquedo que a Lara mais gosta

Brinquedo que a Sophia mais gosta

Sophia se aproveitando da bondade alheia.

Como foi o dia das crianças de vcs?

Bjs

Quarto Montessoriano

Sou o tipo de pessoa que primeiro nega a modinha, depois analiso e logo em seguida abraço a modinha. hahaha No momento o quarto montessoriano é o que tem encantado as mamães e os meus olhos também.

Os quartos são liiindos  e o conceito é incrível pois o objetivo é dar autonomia para que ela consiga pegar e explorar seus brinquedos e livros.

O quarto

Para montar um quarto assim basta imaginar que você é uma criança e precisa fazer tudo sozinho. Tudo deve estar adaptado ao campo de visão da criança. Pra isso substituímos o berço pela cama baixa, para que a criança possa descer e subir sem dificuldades ou perigo. Os brinquedos devem estar organizados em estantes baixas e alguns poucos exposto para que ela explore melhor cada item, fazendo rodízio de tempo em tempo. Para dar mais autonomia devemos ensinar a criança a organizar seus brinquedos, assim ela vai saber onde está cada coisa. Quadros, espelhos, enfeites e fotos devem estar na altura dos olhos da criança, tudo ao alcance

Reflexão

Refletindo sobre a minha realidade. Sei que a Lara só tem um ano, mas é uma luta para ela guardar qualquer coisa aqui em casa, as minhas tentativas são sempre no tom de brincadeira (conta 1 e coloca na caixa, conta 2 e coloca na caixa…) ou na tentativa de ensinar que não pode mexer (Lara, não pode, guarda o DVD de volta na gaveta!). Tem dias que funciona, tem dias que ela só me olha e joga para o lado de fora mesmo. risos

Sobre a cama posso falar da minha experiência, ela dorme em cama baixa desde os 10 meses porque escalou e conseguiu pular o berço com a grade levantada (sim, ela caiu…na poltrona e depois no chão. Sorte não ter se machucado). A autonomia que ela tem quando acorda é fantástico, desde então aprendeu super rápido a subir e descer na sua caminha, no sofá, na mesa…um perigo! hahaha

Agora, esse negócio de deixar quadros e fotos ao alcance da criança ainda não funcionou aqui em casa, acho que mais um ano pode ser que eu consiga deixar qualquer coisa no lugar sem que ela mexa. Na casa nova utilizaremos todos esses métodos sem dúvida.

Uma filosofia educativa

Abordar o método montessoriano aqui foi apenas uma introdução. Esse método vai muito além da mera decoração para o quarto do seu filho, é uma filosofia educativa que reúne teoria, prática e material didático como ferramenta para que a educação se desenvolva com base na evolução da criança. Várias escolas no munto todo utiliza o método, criado por Maria Montessori, desde o berçário até o ensino médio.

Ficou curiosa? Quer aplicar isso em casa? Para as mamães se aprofundarem mais encontrei um site com muita informação legal, só clicar AQUI! Para finalizar inspiração de quartos montessoriano encontrados no Pinterest. Se você ainda não visitou Nosso Pinterest aproveita agora para dar uma passadinha e ver que tem muita inspiração e informação sobre tudo que envolve a maternidade.

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Beijo Grande as mamães! 😉

Galinha Pintadinha e ciência.

Hoje fiquei pensando se estava fazendo bem a Lara deixando ela assistir a Galinha pintadinha. Sempre fui contra a criança assistir por que eles ficam paralisados e super concentrados assistindo aquilo. Sempre dizia que não era coisa de Deus não. Hahaha

Aí entra em ação o senhor Google e preciso compartilhar esse conhecimento.

A Galinha Pintadinha: os segredos por trás do fenômeno

Por Leandro Teles

Lápis e caneta na mão e vamos à receita da A Galinha Pintadinha. Ingredientes: uma galinha azul, pintadinha é claro; algumas cantigas de roda, universalmente conhecidas; alguns desenhos coloridos.  Misture tudo, coloque no youtube e nas prateleiras. Pronto!! É só esperar e colher os frutos dos 300 milhões de acessos, milhares de CD´s e DVD´s vendidos, casas de show lotadas, etc…

Parece bem simples, mas não é possível que seja só isso… Quem já viu o encontro entre essa mídia infantil e seu público alvo (crianças de 0 a 5 anos) deve ser ficado com a pulga atrás da orelha. Os pequeninos ficam fascinados, paralisados, mudam o comportamento e parecem estar hipnotizados. A música, os traços, as cores, não tem nada de realmente diferente e novo nisso. Qual serão então os ingredientes secretos dessa receita?

Segundo o neurologista Leandro Teles: “O verdadeiro pulo do gato, ou da galinha, é ter sido feita sob medida para o cérebro infantil. Cumpre perfeitamente duas missões: Primeira: chamar atenção da criança, tarefa essa não muito difícil, convenhamos. Segunda: sustentar essa atenção, por minutos e até horas, isso sim não é para qualquer um”.

Convidamos o especialista para comentar alguns aspectos sobre a percepção infantil e os detalhes técnicos dessa produção de grande sucesso:

Dividiremos a análise na parte visual e parte sonora.

PARTE VISUAL

Criança pequenas são ávidas por estímulos visuais, adoram objetos coloridos e movimentos. Gostam do simples, traços diretos e grosseiros. As cores vivas devem apresentar contraste, cada objeto tem uma cor completamente diferente e destoa do resto, nada precisa combinar, precisa saltar aos olhos.  Os personagens são apresentados no centro da mídia, movimentam-se em bloco, são pouco articulados, de expressão estática, isso evita que a complexidade tire o foco da criança.

Ainda sobre os personagens, esses não são desenhados ao acaso. Independente se são ET´s, dinossauros, humanos ou animais, eles geralmente têm a cabeça desproporcionalmente grande em relação ao corpo, assim como olhos desproporcionalmente grandes em relação a cabeça. Outra boa sacada da percepção infantil. As crianças se afeiçoam precoce e intensamente a face, tendo os olhos como primeiro ponto de reconhecimento do outro. Os bebês mamam em posição apropriada para fitar os olhos da mãe, comportamento ausente em outros mamíferos. Os produtores abusam de faces e olhos, colocando rosto com expressões “humanas” em animais e mesmo em coisas inanimadas, como o Sol (quem não se lembra do solzinho dos Teletubbies com cara de bebê), a Lua, estrelas, coração, etc… “Existe uma região cerebral especializada apenas em percepção e reconhecimento de faces”, explica o neurologista.

Alguns padrões visuais regulares e ritmados surgem eventualmente, como traços radiais partindo do centro, arco-íris com oscilação, círculos concêntricos, etc…, mais uma jogada para garantir o canal de atenção sustentada.

PARTE SONORA

A sonorização dos vídeos também é peculiar e nada aleatória. Apresentam-se canções de melodia forte, marcante, simples e principalmente repetitiva. A harmonia cíclica funciona como um pêndulo de hipnose. É muito facilmente aprendida e gruda no cérebro de crianças e mesmo de adultos. O timbre vocal é específico de canções infantis.

JUNÇÃO ENTRE IMAGEM E SOM

aqui talvez o grande trunfo da produção. A canção e a animação são expostas sincronicamente. A animação pulsa conforme a música, os personagens oscilam no tempo da melodia. Para complementar tem até uma bolinha que pula ritmada sobre a letra da música, dando ainda mais balanço e integrando definitivamente som e vídeo. “Isso gera entradas paralelas e complementares tanto em regiões cerebrais auditivas, mais laterais, como em regiões visuais, posteriores, exigindo um engajamento cerebral para unificá-los”, atenta o especialista.

Como podemos ver, existem mais ingredientes secretos do que nossa superficial avaliação poderia imaginar, e deve haver muito mais. Mas para encerrar, será que a exposição intensa à Galinha Pintadinha pode fazer mal a nossas crianças?

“Realmente não vejo problema nenhum com esse tipo de exposição, acho até um estímulo interessante e uma oportunidade para integração social, atividade física e musicalização precoce” conclui o neurologista, mas resalta: “o problema nasce com uso inadequado, excessivo e sem integração com os pais, familiares ou outras crianças, entrando na rotina em detrimento de outras atividades mais apropriadas”.

Conclusão da mãe

Nada de GP sem interação com outras pessoas ou crianças ok? Procure brincadeiras fora da telinha e variar bastante as atividades do seu bebê. Livros, quadros para desenhar, mostrar diferentes texturas que temos na cozinha, brincar de contar e aprender os nomes das cores, enfim, muitas opções, mas se precisar dos desenhos vamos variar as fontes né? Hoje descobri um desenho com todas essas características citado acima chamado “Os Pequerruchos”, coloquei para a Lara assistir e deu certo, ela adorou e ficou uns bons minutos dançando e batendo palmas.

Beijos!