Quando e como escolher a escolinha.

Ooi mamães, quinta passada foi um dia muito especial aqui em casa, foi o primeiro dia de escolinha da Lara (*.*) Por onde começar a contar? Vamos começar pelos preconceitos.

Sim, eu tinha! Achava um absurdo colocar uma criança que não fala para conviver com tantas outras crianças “perigosas”.rs Pensava assim desde que a Lara nasceu. Se eu precisasse voltar a trabalhar claro que eu colocaria em Berçário, mas com toda a certeza do mundo, sofreria imensamente, como muitas mães sofrem.

Quando?

Tudo começou quando fui passar uma semana no Sítio dos meus avós, e lá tem muitas crianças. A medida que a Lara tinha contato com a galera fui observando a alegria que era pra ela estar junto com outras crianças. Chorava quando era hora de partir. Comecei a reparar nas nossas brincadeiras em casa, por mais que eu tentasse variar e expor ela a atividades diferentes, não tinha outras crianças, era sempre eu falando com ela e o nosso apartamento é muito pequeno. Então decidi que era hora de animar as tardes da Lara 😀

Tomada de decisão

Voltei e já conversei com o meu esposo e ele me apoiou na decisão. Então começou a parte delicada, onde colocar? Eu não sabia nem o que perguntar nas escolinhas além do valor da mensalidade. Visitei uma, duas, cinco, sete berçários e pronto! Decidi por uma, e não fiquei em dúvida. Primeiro vai aí as minhas dicas e depois conto como foi a minha escolha.

Primeiro passo é estar muito segura da decisão e confiar no seu bebê. Assim você consegue passar a segurança necessária para o seu filho.

Segundo passo é estar decidida, pois pitacos alheio virão e normalmente são bem negativas com histórias mirabolantes e trágicas. Seja forte!

Pessoas

As pessoas que estão trabalhando devem ser agradáveis e educadas, elas são os exemplos para as crianças que estão ali. Já as crianças não tem como, algumas vão estar chorando ou pedindo colo.rs Observe como esses momentos são resolvidos pelas tias da sala e se a maioria da galera está tranquila. (não deixe de observar o número de crianças em sala, o ideal é ter 8 crianças por sala para duas cuidadoras no caso do berçário). A alimentação deve ter a orientação de um nutricionista, então pergunte se o cardápio é montado por um profissional.

Espaço

O ambiente físico deve ter cara de escolinha com um quê de aconchego de casa. O ideal é que tudo esteja adaptado, os banheiros com sanitários de criança, local para dar banho seja seguro, organizado, limpo e adaptado também (chuveirinhos e banquinhos para crianças maiores e banheiras amplas para as menores). Não é obrigatório ter berços, tendo colchões no chão já cumpre a função, e eu prefiro os colchões. Obrigatório ter lactário para o preparo dos leites e a esterilização. Cozinhas organizada e limpas.

Brincadeiras

Olhe pelas paredes se tem atividades da garotada grudado, se no berçário tem cartazes com texturas variadas para as crianças, se tem figuras para serem contadas histórias, essas coisas. Observe se os brinquedos estão em bom estado, se as brincadeiras são adequadas para cada idade e repare nas posições das câmeras se a escolinha tiver, o ideal é que as brincadeiras aconteçam onde elas alcançam.

Luz

A Iluminação das salinhas devem ser predominantemente natural, assim as cores serão mais vivas e fiéis, janelas abertas para circulação do ar (essa parte é super importante pois previne contaminação pelo ar). É preciso que a escolinha tenha pátio coberto e descoberto para o banho de sol da criançada.

A conversa

Não se esqueça de conversar com seu filho(a) antes e na hora de deixar na escolinha, parece bobagem, mas não é! Explique que você vai levá-lo, que ele ou ela vai brincar com os coleguinhas e aprender muito e que no final do dia você volta e irão todos juntos para casa, não se esqueça de dizer “eu te amo” e criar uma rotina de separação (aqui em casa é a bença).

O que me conquistou

De todas as escolinhas que visitei aqui em Cuiabá a que me fez decidir teve 3 pontos positivos e 1 negativo. Negativo é que o espaço de pátio é pequeno e não tem árvores. Pontos positivos: Pessoas agradáveis e muito educadas, ótima estrutura física e janelas sempre abertas mesmo com o ar condicionado ligado.

Espero que ajudem as mamães que procuraram por esse assunto.

Bjss

Temperinhos para as comidinhas dos bebês

Oi mães de plantão, vamos falar de temperos? Qual é a idade dos seus bebês? Eu comecei a pesquisar sobre comidinhas quando a Lara tinha 4 meses, como não era muito íntima da cozinha e usava muitos temperos industrializados tive que pesquisar e testar até encontrar sabores que me agradavam. Toda essa descoberta fez eu me interessar pela cozinha e também pelos temperos frescos, como uma coisa leva a outra hoje tenho até uma hortinha em casa.

Tem um vídeo que contei sobre esses temperos que descobri confere aí 🙂

 

Quarto Montessoriano

Sou o tipo de pessoa que primeiro nega a modinha, depois analiso e logo em seguida abraço a modinha. hahaha No momento o quarto montessoriano é o que tem encantado as mamães e os meus olhos também.

Os quartos são liiindos  e o conceito é incrível pois o objetivo é dar autonomia para que ela consiga pegar e explorar seus brinquedos e livros.

O quarto

Para montar um quarto assim basta imaginar que você é uma criança e precisa fazer tudo sozinho. Tudo deve estar adaptado ao campo de visão da criança. Pra isso substituímos o berço pela cama baixa, para que a criança possa descer e subir sem dificuldades ou perigo. Os brinquedos devem estar organizados em estantes baixas e alguns poucos exposto para que ela explore melhor cada item, fazendo rodízio de tempo em tempo. Para dar mais autonomia devemos ensinar a criança a organizar seus brinquedos, assim ela vai saber onde está cada coisa. Quadros, espelhos, enfeites e fotos devem estar na altura dos olhos da criança, tudo ao alcance

Reflexão

Refletindo sobre a minha realidade. Sei que a Lara só tem um ano, mas é uma luta para ela guardar qualquer coisa aqui em casa, as minhas tentativas são sempre no tom de brincadeira (conta 1 e coloca na caixa, conta 2 e coloca na caixa…) ou na tentativa de ensinar que não pode mexer (Lara, não pode, guarda o DVD de volta na gaveta!). Tem dias que funciona, tem dias que ela só me olha e joga para o lado de fora mesmo. risos

Sobre a cama posso falar da minha experiência, ela dorme em cama baixa desde os 10 meses porque escalou e conseguiu pular o berço com a grade levantada (sim, ela caiu…na poltrona e depois no chão. Sorte não ter se machucado). A autonomia que ela tem quando acorda é fantástico, desde então aprendeu super rápido a subir e descer na sua caminha, no sofá, na mesa…um perigo! hahaha

Agora, esse negócio de deixar quadros e fotos ao alcance da criança ainda não funcionou aqui em casa, acho que mais um ano pode ser que eu consiga deixar qualquer coisa no lugar sem que ela mexa. Na casa nova utilizaremos todos esses métodos sem dúvida.

Uma filosofia educativa

Abordar o método montessoriano aqui foi apenas uma introdução. Esse método vai muito além da mera decoração para o quarto do seu filho, é uma filosofia educativa que reúne teoria, prática e material didático como ferramenta para que a educação se desenvolva com base na evolução da criança. Várias escolas no munto todo utiliza o método, criado por Maria Montessori, desde o berçário até o ensino médio.

Ficou curiosa? Quer aplicar isso em casa? Para as mamães se aprofundarem mais encontrei um site com muita informação legal, só clicar AQUI! Para finalizar inspiração de quartos montessoriano encontrados no Pinterest. Se você ainda não visitou Nosso Pinterest aproveita agora para dar uma passadinha e ver que tem muita inspiração e informação sobre tudo que envolve a maternidade.

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Beijo Grande as mamães! 😉

Galinha Pintadinha e ciência.

Hoje fiquei pensando se estava fazendo bem a Lara deixando ela assistir a Galinha pintadinha. Sempre fui contra a criança assistir por que eles ficam paralisados e super concentrados assistindo aquilo. Sempre dizia que não era coisa de Deus não. Hahaha

Aí entra em ação o senhor Google e preciso compartilhar esse conhecimento.

A Galinha Pintadinha: os segredos por trás do fenômeno

Por Leandro Teles

Lápis e caneta na mão e vamos à receita da A Galinha Pintadinha. Ingredientes: uma galinha azul, pintadinha é claro; algumas cantigas de roda, universalmente conhecidas; alguns desenhos coloridos.  Misture tudo, coloque no youtube e nas prateleiras. Pronto!! É só esperar e colher os frutos dos 300 milhões de acessos, milhares de CD´s e DVD´s vendidos, casas de show lotadas, etc…

Parece bem simples, mas não é possível que seja só isso… Quem já viu o encontro entre essa mídia infantil e seu público alvo (crianças de 0 a 5 anos) deve ser ficado com a pulga atrás da orelha. Os pequeninos ficam fascinados, paralisados, mudam o comportamento e parecem estar hipnotizados. A música, os traços, as cores, não tem nada de realmente diferente e novo nisso. Qual serão então os ingredientes secretos dessa receita?

Segundo o neurologista Leandro Teles: “O verdadeiro pulo do gato, ou da galinha, é ter sido feita sob medida para o cérebro infantil. Cumpre perfeitamente duas missões: Primeira: chamar atenção da criança, tarefa essa não muito difícil, convenhamos. Segunda: sustentar essa atenção, por minutos e até horas, isso sim não é para qualquer um”.

Convidamos o especialista para comentar alguns aspectos sobre a percepção infantil e os detalhes técnicos dessa produção de grande sucesso:

Dividiremos a análise na parte visual e parte sonora.

PARTE VISUAL

Criança pequenas são ávidas por estímulos visuais, adoram objetos coloridos e movimentos. Gostam do simples, traços diretos e grosseiros. As cores vivas devem apresentar contraste, cada objeto tem uma cor completamente diferente e destoa do resto, nada precisa combinar, precisa saltar aos olhos.  Os personagens são apresentados no centro da mídia, movimentam-se em bloco, são pouco articulados, de expressão estática, isso evita que a complexidade tire o foco da criança.

Ainda sobre os personagens, esses não são desenhados ao acaso. Independente se são ET´s, dinossauros, humanos ou animais, eles geralmente têm a cabeça desproporcionalmente grande em relação ao corpo, assim como olhos desproporcionalmente grandes em relação a cabeça. Outra boa sacada da percepção infantil. As crianças se afeiçoam precoce e intensamente a face, tendo os olhos como primeiro ponto de reconhecimento do outro. Os bebês mamam em posição apropriada para fitar os olhos da mãe, comportamento ausente em outros mamíferos. Os produtores abusam de faces e olhos, colocando rosto com expressões “humanas” em animais e mesmo em coisas inanimadas, como o Sol (quem não se lembra do solzinho dos Teletubbies com cara de bebê), a Lua, estrelas, coração, etc… “Existe uma região cerebral especializada apenas em percepção e reconhecimento de faces”, explica o neurologista.

Alguns padrões visuais regulares e ritmados surgem eventualmente, como traços radiais partindo do centro, arco-íris com oscilação, círculos concêntricos, etc…, mais uma jogada para garantir o canal de atenção sustentada.

PARTE SONORA

A sonorização dos vídeos também é peculiar e nada aleatória. Apresentam-se canções de melodia forte, marcante, simples e principalmente repetitiva. A harmonia cíclica funciona como um pêndulo de hipnose. É muito facilmente aprendida e gruda no cérebro de crianças e mesmo de adultos. O timbre vocal é específico de canções infantis.

JUNÇÃO ENTRE IMAGEM E SOM

aqui talvez o grande trunfo da produção. A canção e a animação são expostas sincronicamente. A animação pulsa conforme a música, os personagens oscilam no tempo da melodia. Para complementar tem até uma bolinha que pula ritmada sobre a letra da música, dando ainda mais balanço e integrando definitivamente som e vídeo. “Isso gera entradas paralelas e complementares tanto em regiões cerebrais auditivas, mais laterais, como em regiões visuais, posteriores, exigindo um engajamento cerebral para unificá-los”, atenta o especialista.

Como podemos ver, existem mais ingredientes secretos do que nossa superficial avaliação poderia imaginar, e deve haver muito mais. Mas para encerrar, será que a exposição intensa à Galinha Pintadinha pode fazer mal a nossas crianças?

“Realmente não vejo problema nenhum com esse tipo de exposição, acho até um estímulo interessante e uma oportunidade para integração social, atividade física e musicalização precoce” conclui o neurologista, mas resalta: “o problema nasce com uso inadequado, excessivo e sem integração com os pais, familiares ou outras crianças, entrando na rotina em detrimento de outras atividades mais apropriadas”.

Conclusão da mãe

Nada de GP sem interação com outras pessoas ou crianças ok? Procure brincadeiras fora da telinha e variar bastante as atividades do seu bebê. Livros, quadros para desenhar, mostrar diferentes texturas que temos na cozinha, brincar de contar e aprender os nomes das cores, enfim, muitas opções, mas se precisar dos desenhos vamos variar as fontes né? Hoje descobri um desenho com todas essas características citado acima chamado “Os Pequerruchos”, coloquei para a Lara assistir e deu certo, ela adorou e ficou uns bons minutos dançando e batendo palmas.

Beijos!

Uma semana no Sítio da Vovó

Uma semana antes do aniversário da Lara, eu e ela nos divertimos no sítio. A Lara está experimentando frutas, descobrindo textura, conhecendo pessoas e animais. Foi uma semana de muita evolução.

Para a criança é excelente essas experiências fora da rotina, estimula muito o aprendizado e aumenta a quantidade de palavras que ela escuta por dia e a convivência com outras pessoas é enriquecedora.

 Pela primeira vez ela viajou de avião, foi surpreendente. Estava preparada para tudo, choros, dores no ouvido, agitação , mas ela estava tranquila. Mamou quietinha na decolagem e no pouso, brincou com a senhora do lado e comeu biscoitinhos de polvilho. Foi um vôo rápido de uma hora. Na volta é  que foi difícil. Ela se sentiu em casa na segunda vez, aí queria brincar no chão, pegar todas as revistas e falava alto, ria para chamar a atenção dos outros. Hahaha A dificuldade é só  para controlar essa euforia toda, de resto eu acho até  engraçado e divertido. As pessoas normalmente são  bem queridas com crianças e brincam com elas.

Ela voltou dessas férias no Sítio uma criança mais ativa e ligeira, entendeu que é possível ir para qualquer lugar quando se dá um abraço e que passear no Sítio é mais legal que passear na cidade. Aprendeu o que é rede e balancinho. Conseguiu dar um abraço no cachorro (pq aqui o Balzac não deixa), descobriu que odeia areia e que Vó é a melhor coisa do mundo.

Começou ganhando a primeira festinha de aniversário lá. E sem saber ganhou outra de tios que não sabiam que ela ia embora no dia do seu aniversário, mas eles comemoraram mesmo assim e nos mandou uma foto!!! Hahaha foi uma semana incrível que iremos repetir sempre.

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